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Inspirada no manto de Nossa Senhora Aparecida, a tradicional camisa azul da seleção brasileira voltará a ser utilizada na sexta-feira (19), contra o Haiti, às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, e carrega um histórico bastante positivo em Copas do Mundo.
Em 15 partidas disputadas com o uniforme azul no torneio, o Brasil soma 11 vitórias, um empate e apenas três derrotas. A estreia da peça aconteceu justamente em um dos momentos mais marcantes da história da Seleção: a final da Copa do Mundo de 1958, que terminou com a conquista do primeiro título mundial.
Naquela ocasião, a mudança foi necessária porque a anfitriã Suécia atuaria com uniforme amarelo. Coube ao chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, que mais tarde daria nome ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, escolher uma nova cor. A opção pelo azul foi uma homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
O dirigente saiu às pressas para comprar o uniforme em lojas de Estocolmo. Em seguida, membros do staff brasileiro costuraram o escudo e os números. Nesta segunda partida na Copa de 2026, o Brasil terá uma combinação inédita de uniforme. Pela primeira vez na história a seleção jogará de meias pretas em Mundiais.
O calção será azul. Será ainda a primeira vez que o Brasil usará em Copas uma cor que não faz parte da bandeira nacional. A estreia das meias pretas aconteceu no início deste mês, no último amistoso de preparação para a Copa, na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland (EUA).
A atual camisa azul também tem pela primeira vez na história detalhes em preto, criação da atual fornecedora de material esportivo da CBF, a Nike. A camisa amarela, a mais utilizada na história pela seleção, tem o maior número de vitórias.