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O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, anunciou, durante a abertura da Fest Malhas, em Jacutinga, que a cachaça mineira deverá se tornar patrimônio imaterial cultural do estado a partir de setembro.
“Nós estamos regulamentando os alambiques, que traz uma série de exigências necessárias para a produção. Mas se não olharmos para esse produtor bicentenário, tricentenário, que faz sua cachaça não de forma manufaturada, que não é o olhar do patrimônio histórico, corremos o risco da indústria de varrê-los de seu território”, destaca o secretário.
“Daí a importância da proteção da cachaça como patrimônio cultural imaterial, que é modo de fazer de forma tradicional. Que a regulamentação sanitária venha, mas que considere também a história, a tradição, o modo de fazer e as pessoas que estão há mais de três séculos construindo essa história “, acrescenta.
Oliveira compara a cachaça com o Queijo Minas Artesanal (QMA). “É muito parecido com o que aconteceu com o queijo”, afirma. Ele salienta que tem trabalhado para acelerar essa proteção e a perpectiva é que, até setembro, o Conselho de Políticas de Patrimônio tenha aprovado a cachaça como patrimônio de Minas Gerais.
“Depois vamos levar o pleito para ser reconhecido como patrimônio do Brasil. A cachaça junta-se a outro projeto, o da cozinha mineira, de 2023, onde protegemos o milho e mandioca, subtratos importantes, quando a cachaça já era utilizada na culinária”, ressalta.
Com a cachaça considerada patrimônio, Oliveira reconhece que se completa “o arcabouço que faz parte da tradição da cozinha mineira”. “As rotas da cachaça permeiam todo o interior de Minas, e estamos também em um processo de viabilizar a exportação da bebida neste momento”, afirma.
Minas Gerais é o maior produtor de cachaça de alambique do país, concentrando cerca de 40% de todos os fabricantes do Brasil e abrigando mais de 500 alambiques oficialmente registrados. “Tudo isso são objetos para a visitação, para que as pessoas conheçam o processo de produção, a experiência”, conclui.